Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Dia do Rock, dia de contestação



Na segunda-feira, 13, comemorou-se o Dia do Rock. Confesso uma certa nostalgia. Aos 13 anos, ainda ginasiano, fui à casa de um colega que sapecou a agulha da vitrola num long play. Uma guitarra vibrante e um refrão: “Whola lota love”. Paralisei. Ouvia pela primeira vez o som de uma das bandas mais emblemáticas do mundo rocker, o Led Zeppelin. Creio, um bom ponto de partida. Colecionei discos – os antigos bolachões – de várias bandas e passei a me interessar pelo gênero, não apenas musicalmente, mas por atitude. A guitarra de Jimi Hendrix, a voz de Janis Joplin e o gingado de Chuck Berry não eram apenas música; assim como o estridente sucesso dos Beatles e dos Rolling Stones. Algo maior estaria por detrás daquela engrenagem.
Indaga-se então a questão mais cara e grandiloquente àquela movimentação que vinha dos poros da juventude: é tudo alienação? Simples produtos da indústria cultural? Não se pode negar a máquina do mercado fonográfico como principal constructo planetário desse gênero musical, que derivou para as artes plásticas, audiovisuais, moda, entre outros campos. E isso é fato. No entanto, num segundo ângulo, se descortina perspectiva adversa. E esta requer análise mais crítica sobre o fenômeno, e que se contrapõe ao pretenso senso comum de que o rock é sinonímia de consumismo.
À esquerda e à direita o comportamento e o universo rocker já foram censurados. Nos anos 60 as guitarras no Brasil sofreram resistência dos chamados “puros sangues” da MPB; nos Estados Unidos, os ultraconservadores sempre o demonizaram: “música do diabo”. Na Cuba pós-revolução, Fidel Castro enquadrou os Beatles como “símbolo do consumismo egoísta”. E ele mesmo surpreendeu a todos quando, no dia oito de dezembro de 2000, inaugurou em Havana a Praça John Lennon, cuja peça que mais chama atenção é uma estátua com óculos do finado rockstar britânico.
Nas suas diversas variações rítmicas, o rock tem sido uma das principais frutas no liquidificador da indústria cultural. A “montagem” de uma banda em muitas situações decorreu do “planejamento” de apetitosos negócios, incluindo aí o apelo ao sex apeal dos band leaders como fator que se sobrepôs a qualidades inatas.
Não à toa, a tríade quase arquetípica sexo, drogas e rock´n´roll, ainda que esta não tenha derivado, apenas, dos estratagemas para as vendas das imagens dos ídolos. As novas posturas comportamentais - a revolução sexual a reboque – também se encarregaram de embebedar o cenário rocker com atitudes transgressoras, incluindo aí o campo da sexualidade sob um ponto de vista libertário.
Passados os caleidoscópios dos anos 60, os anos 70 marcaram novas formas dessas atitudes e a politização deu o tom com o Movimento Punk. Primeiro nos subúrbios da Califórnia, depois nas periferias de Londres e outras cidades européias. O punk music virou rastilho de pólvora e incendiou levas de jovens proletários. Sex Pistols e The Clash foram bandas emblemáticas neste contexto anarco-sindicalista-musical. Concomitantemente, trilhando, de início, o psicodelismo, o Pink Floyd assumiu seu rock militante, de esquerda, contestando o mundo pós-guerra, enquanto que o estilo heave metal preferia adentrar na floresta do ocultismo e afins.
Nos anos 80, o rescaldo vingou na tematização sombria da psique humana, com o desencanto total ante a política e suas escolhas. O individualismo imperou.
Mas foi nos 90 que algumas atitudes rocker, de fato, plugaram com as questões sociais, e o terceiro mundo foi o palco de maior efervescência. Releituras vibrantes, como as do franco-espanhol Mano Chao, e as dos hispano-americanos do Rage Against the Machine, para nomear dois dos mais destacados, têm expressado a política no seu sentido mais engajado; no Brasil, os pernambucanos Nação Zumbi, do finado Chico Scienci, e Mundo Livre S.A., assim como o carioca Marcelo Yuca com a sua banda Furto (Força Urbana de Trabalho Organizado), constituem a musicalidade rocker com posicionamentos contestatórios, incomodando o estabileshment.
Sim, o rock´n´roll, a despeito da incrementada indústria que o sustenta, ainda respira atitude. Tem no seu DNA os gritos de lamento dos negros africanos que apinhados nos trens do sul dos Estados Unidos cantavam seus lamentos de dor e rebeldia ante a tragédia da escravidão. Daí veio o blues, o jazz e o filho mais novo, o rock´n´roll. A propósito, o dia que homenageia o rock existe há 24 anos. A homenagem foi iniciada em 13 de julho de 1985, quando realizou-se o Live Aid, megaevento em prol das vítimas da fome na Etiópia. Portanto, uma atitude política. Parabéns!

Domingo, 12 de Julho de 2009

Nos tienen miedo porque no tenemos miedo (canción)

Cenas que a mídia do Brasil não apresenta; um belo canto de libelo contra o golpe militar que está oprimindo o povo hondurenho.

TV Brasil sinaliza nova etapa da comunicação pública

De Carta Maior
Beto Almeida (*)

A TV Brasil, que já oferece aos brasileiros uma programação não capturada pela publicidade cervejeira e medicamentosa, que exibe apenas publicidade de valores cidadãos e humanizados, que já recupera em grande medida parte substancial do nosso audiovisual, além das conquistas civilizatórias de sua grade de programação, agora dá um passo à frente, criando a novidade democrática de discutir com a sociedade como se deve fazer televisão. O artigo é de Beto Almeida, presidente da TV Cidade Livre de Brasília.


Com a presença de 3 ministros de estados ( Franklin Martins, Juca Ferreira e Sérgio Rezende) e transmitida ao vivo pelo canal NBR, a primeira audiência pública da TV Brasil inaugura uma nova etapa para a tv brasileira, dando continuidade a várias mudanças que o governo Lula tem realizado no sentido do fortalecimento da comunicação pública no Brasil. Esta audiência tem o simbolismo de se inscrever no processo de recuperação dos espaços públicos midiáticos, processo que ocorre também em vários países da América Latina, com o surgimento de emissoras públicas e estatais, com o nascimento de jornais públicos e de acesso popular como “Cambio” , na Bolívia, e o “Correo del Orinoco”, na Venezuela, e com políticas de estado que permitem concretamente que os povos já tenham alternativas ao jornalismo consumista e de manipulação informativa sob o controle dos conglomerados privados.
Aqui no Brasil, com esta primeira audiência pública, onde o diálogo de ministros e público foi televisionado na íntegra, sem edições, a Empresa Brasil de Comunicação EBC, criada pelo governo Lula , marcou um golaço em termos de democracia participativa. Além desnudar toda a tagarelice acerca de interatividade alardeada pelas emissoras privadas, que jamais realizaram nem planejam realizar uma audiência pública - mesmo sendo detentoras de concessões públicas para uso do espaço rádio-elétrico que pertence à União. Na tv comercial, a democracia começa e termina no Departamento Comercial, no preço do anúncio, no jabaculê, no controle do mercado cartelizado sobre a programação, ditando seu vale-tudo rebaixador dos conteúdos cada vez mais animalizados.
A TV Brasil, que já oferece aos brasileiros uma programação não capturada pela publicidade cervejeira e medicamentosa, que exibe apenas publicidade de valores cidadãos e humanizados, que já recupera em grande medida parte substancial do nosso audiovisual que luta para sair da clandestinidade, agravada após a demolição da Embrafilme, além das conquistas civilizatórias de sua grade de programação, agora dá um passo à frente, criando a novidade democrática de discutir com a sociedade como se deve fazer televisão. Só uma empresa no campo do poder público pode fazer isto, colocando ministros de estado, seu Conselho Curador, seus diretores e parte de seus funcionários diante do público e de para ouvir críticas e propostas de superação e de consolidação do que já está sinalizado desde que Lula decidiu montar a TV Brasil cumprindo com o seu programa de campanha de 2002: a criação de uma TV pública constava do documento-compromisso “A imaginação a serviço do Brasil”, assumido pelo presidente.
Audiência convoca para fazer tv de novo modo
Claro que uma novidade democrática como uma audiência pública para debater como fazer televisão é também uma oportunidade tão singular que revela também desconcerto por parte do público participante, confundindo prioridades. Tal como declarou o Ministro Franklin Martins, muito tempo da audiência foi dedicado ao debate de conceitos, quando o fundamental, que estava diante de todos e da sociedade que assistia pela TV era uma preciosa oportunidade para a apresentação de idéias e propostas sobre como fazer uma nova televisão. A missão pública da TV Brasil já vem sendo crescentemente revelada, construída e comprovada em parte pela sua própria programação. Primeiro, ao mostrar o Brasil por inteiro, todas as suas regiões e manifestações sociais e culturais, sem praticar a desigualdade regional-informativa, buscando o cumprimento da Constituição. Também ao mostrar a América Latina e a África, sobretudo por exibir documentários como, por exemplo, a luta do povo de Angola, com ajuda de Cuba para derrotar o exército racista na Batalha de Cuito Cuanavale, que, para Mandela, significou “o começo do fim apartheid”. Jamais documentários como este foram exibidos na tv brasileira em toda sua existência.
Muitos dos conceitos debatidos a longa data pelos movimentos de democratização da comunicação e também na academia já se transformaram em realidade, em fatos, em nova programação televisiva, muito embora haja muito por ser superado, sobretudo no campo do jornalismo ainda convencional praticado pela TV Brasil. No entanto, não foi este o tema mais debatido, quando na discussão conceitual a própria universidade brasileira e seus laboratórios de comunicação continuam em dívida com a sociedade brasileira já que, embora há décadas debatam e debatam um modelo de tv pública, ainda não chegaram a qualquer proposta objetiva. Lula tinha uma: a TV Brasil, que estava no Seminário de Comunicação e Cultura do PT, realizado em 2002. Enquanto estamos com uma tv no ar, saldando parcialmente a dívida informativo-cultural contra o povo, realizando mudanças, avançando em novidades democráticas, como a realização de audiências públicas democráticas, razoavelmente acessíveis e televisionadas, há quem ainda insista num debate predominantemente acadêmico.
A oportunidade foi criada, mas talvez pudesse ter sido ainda mais plenamente bem aproveitada, exatamente porque trata-se de uma novidade democrática. Vale lembrar que boa parte das reivindicações dos diferentes movimentos que constituem a luta pela democratização da comunicação já são atendidas pela própria programação da TV Brasil. Não há propaganda violentando direitos das crianças, não se cultua o álcool, nem se iconiza a velocidade ou o consumismo de guloseimas quando diabetes, obesidade e doenças cardíacas assumem estatísticas epidêmicas. Há documentários de importância histórica e política imensa, filmes nacionais finalmente democratizados e tirados do ostracismo.
Jornalismo da integração
No entanto, o jornalismo da TV Brasil continua desafiado a apresentar mudança de conceitos, não de apenas de formatos como argumentou-se durante a audiência. Para exemplificar, há uma mudança política importantíssima no cenário latino-americano, com muitos países recuperando a soberania sobre suas próprias riquezas nacionais, escapando dos controles imperialistas sobre as práticas comerciais impositivas, alterando a composição e as políticas de organismos de sombria trajetória como a OEA. E há, sobretudo, um conjunto de iniciativas para a integração regional, inclusive, em muitos casos, com a dispensa de operações em dólar, como entre Brasil e Argentina. Que diante deste conjunto expressivo de mudanças a mídia comercial continue a dizer que a criação da Unasul, do Banco do Sul, da Unila, etc é apenas retórica itamarateca, passando informações manipuladas e descontextualizadas para afirmar que há fracasso nestas políticas, não há nenhuma surpresa pois está praticando o seu jornalismo de desintegração, em sintonia com o objetivos das transnacionais que querem a América Latina desunida, confrontada, para melhor rapiná-la. Mas, que o jornalismo da TV Brasil não seja capaz de apresentar uma nova concepção de notícia diante desta riqueza de experiências transformadoras, é um contra-senso com a novidade que a própria TV Brasil encarna, e um conservadorismo que leva a que a sociedade brasileira não tenha informação alternativa para perceber o que já ocorre concretamente com, por exemplo, o verdadeiro Mercosul Social em curso, medidas de cooperação e integração entre municípios de fronteira, na esfera de políticas. Tudo isto sonegado.
Alguns exemplos ainda não explorados pelo jornalismo da TV Brasil frente ao jornalismo da desintegração: lançada a campanha midiática contra a adesão da Venezuela ao Mercosul, o jornalismo da integração, sintonizado com nossa Constituição, poderia mostrar a importância da integração energética entre Brasil e Venezuela, pela qual Roraima já é abastecida pela Hidroelétrica venezuelana de Guri, quando antes era iluminada por poluentes e caras termoelétricas a diesel. Eis aí o único “perigo” da cooperação com a Venezuela: mais progresso social, menos dependência de petróleo, menos poluição etc. Outra possibilidade de exploração pelo jornalismo da TV Brasil, se adotasse outra concepção de notícia: quanto já foi economizado com o início das operações bilaterais entre Brasil e Argentina sem a presença da moeda inconfiável do dólar, ademais, emitida sem lastro? Quanto se pode explorar jornalisticamente deste fato, inclusive do ponto de vista simbólico, localizado nesta soberana dispensa ao dólar?
Honduras, TV e solidariedade
Ainda partindo do cenário da integração promovida por vários governos, a própria cobertura sobre o golpe em Honduras poderia ter sido muito superior a partir da simples cooperação com Telesur que transmitiu ao vivo praticamente todos os dias do golpe, da resistência e também da gigantesca manifestação que esperava a chegada do presidente Manoel Zelaya. A TV Cidade Livre de Brasília retransmitiu o sinal de Telesur e recebeu inúmeras manifestações informais de reconhecimento, especialmente de membros do governo, dada a relevância o fato televisionado. Não poderia tudo isto ter sido feito pela TV Brasil? O que impediu? Recursos técnicos? Não, apenas a necessidade de se adotar novos conceitos para o jornalismo, conceitos que podem ser colocados em prática imediatamente, o que não seria possível numa tv privada onde o jornalismo depende do departamento comercial. No caso da TV Brasil, o patrocinador é o povo brasileiro e a linha mestra editorial é a Constituição Brasileira, que compromete-se com a integração latino-americana. E esta integração tem que ser também informativa e cultural. E teria sido a solidariedade política do povo e do governo brasileiro para com o povo de Honduras, pois, dado o seu simbolismo para o momento, todos os povos fomos alvos do golpe de estado hondurenho.
A criação da Sociedade dos Amigos da TV Brasil
Dentre as várias propostas apresentadas na Audiência uma destina-se a agregar participação do público para um diálogo propositivo e organizado da TV Brasil com o telespectador. Trata-se da idéia da criação de uma Sociedade Brasileira dos Amigos da TV Brasil, com capacidade tanto de estimular por parte do público a qualificação de sua leitura crítica televisiva, criando mais canais pelos quais (além da Ouvidoria que só a EBC possui) os impactos da programação em diferentes partes do país sejam captados, comunicados, refletidos de modo organizado e regular, fazendo com que se desenvolva por meio de uma emulação e fruição de opiniões e propostas, uma noção de pertencimento e co-responsabilidade do público em relação à emissora pública.
Esta Sociedade estimularia a participação crítica dos telespectadores - idéia rigorosamente desprezada e vetada na tv comercial - na linha de uma cidadania televisiva. Diante da baixaria televisiva privada, devemos zelar, consolidar e qualificar a tv que nos pertence diretamente, assumindo como coletivo, e não apenas pelos seus dirigentes, o desafio de uma televisão cada vez mais humanizadora, um contribuição brasileira para a tv mundial. Mas que também seja capaz de disputar audiência, sem ilusões com o diletantismo da tese que defende indiferença diante do número de telespectadores sintonizados . Em se tratando de política pública de comunicação e de televisão em particular, será temerário cultivar a idéia de que devemos ser indiferentes se milhões de brasileiros seguem capturados por uma programação embrutecedora da tv comercial que reforça práticas anti-cidadãs, anti-democráticas na sociedade. Deve-se colocar como problema de todos, coletivo, que a TV Brasil tem o direito de pretender ter audiência e que para isto deva também ter uma programação de entretenimento sadio e inteligente, até mesmo aceitando o desafio de produzir, quando possível, teledramaturgias culturalmente elevadas, sobretudo para oferecer ao povo a chance de conhecer em profundidade a vida de personagens relevantes de nossa história tais como Santos Dumont, Euclides da Cunha, Villa-Lobos, no bem sucedido formato de telenovelas.
Como desdobramento, é importante levantar o debate sobre o legítimo direito da TV Brasil em não se submeter às várias formas de reservas de mercado impostas pela TV comercial, com o concurso de recursos públicos. A TV Brasil pode e deve pretender ter uma programação de futebol e demais esportes de massa, de Carnaval e demais festas populares (como já começa a experimentar com sucesso o São João Nordestino) e também não se sujeitar à verdadeira reserva de mercado informal existente para a telenovela. Tal como disse o presidente do Conselho Curador da EBC, Luiz Gonzaga Beluzzo: a TV Brasil também deveria poder transmitir o Campeonato Brasileiro, o que no fundo indica que há uma legítima resistência que precisa ser organizada contra a tendência de privatização da transmissão de futebol pela filosofia da tv paga, dificultando cada vez mais que os brasileiros tenham acesso a umas de suas grandes paixões. Absurdo: quanto mais tecnologia televisiva, menos acesso para a grande maioria à totalidade dos jogos!
Leitura crítica da comunicação
Existe um clamor difuso na sociedade brasileira contra a programação degradante das tvs comerciais, mas há evidentemente um captura de sua audiência ainda em razão da não existência de alternativas na TV Pública com a força, a decisão e a qualificação para fazer plenamente e “pra valer” uma disputa de audiência. Um componente deste intrincado problema é a inexistência de uma prática de leitura crítica da televisão - mesmo estando nas emissoras da EBC as raras oportunidades para que isto se realize, nos programas da Ouvidoria e no Ver TV - e é isto também que poderia ser estimulado com a criação da Sociedade dos Amigos da TV Brasil, com debates bem organizados, com a publicação de textos, com a realização de encontros, inclusive com multi-auditórios e com transmissão simultânea. Trata-se de investir em democracia televisiva. Não devemos deixar passar esta oportunidade preciosa como antes ocorreu, quando em 2004 o Presidente Lula criou a RTVI (Rede de TVs Institucionais) tendo sido combatido oficialmente tanto pela Abert como pela Fenaj. Sem apoio, desistiu da iniciativa, até porque o governo vivia outras dificuldades e o tema comunicação só foi retomado mais tarde com a criação da EBC e da TV Brasil.
Esta linha de fortalecimento da comunicação pública, da qual fazem parte a nova política de democratização dos anúncios públicos, a criação do Blog da Petrobrás e até mesmo presença de Lula diretamente no jornalismo com sua coluna “O presidente responde”, é indicadora de condições para novos passos à frente, sobretudo para um formato mais democrático da tv digital, assegurando de fato pluralidade, diversidade, regionalização e humanização. Este é um tema para a Conferência Nacional de Comunicação, que também é uma novidade democrática, tirando o tema da penumbra dos tabus e tornando-o agenda do governo e da sociedade.
Com sua primeira audiência a TV Brasil dá um passo bem significativo no rumo de conquistar novos modos de fazer e de ver tv, tanto para se perceber os limites a corrigir e superar, mas sobretudo por ser esta novidade democrática de imensa significação política para o fortalecimento das políticas públicas. A audiência também funciona como uma espécie de convocação à sociedade para o desenvolvimento e até mesmo para a invenção de novos instrumentos capazes de sustentar, dialogar, questionar e consolidar a TV Brasil e o seu modo de fazer televisão e jornalismo como direito e tarefa de todos.

(*) Beto Almeida é presidente da TV Cidade Livre de Brasília.

Sábado, 11 de Julho de 2009

FISL 8.0: Celepar entrevista Sérgio Amadeu

O cientista político Sérgio Amadeu fala sobre a luta política pelo software livre na sociedade da informação. Trata-se de um grande pesquisador do tema. Aproveitem a entrevista.

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Charge do dia

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Lula ganha prêmio da ONU; Rede Globo silencia



Qual seria o posicionamento de uma grande emissora de televisão se o presidente do seu país ganhasse um prêmio dado pela ONU? Quem deve responder esta pergunta é a Rede Globo por não ter feito a devida cobertura de um fato que engrandece o Brasil. O presidente Lula recebeu nesta quarta-feira o Prêmio Félix Houphouët-Boigny, da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura). De acordo com os jurados, a escolha de Lula foi feita por causa das "ações que o presidente está tomando na promoção da paz, do diálogo, da democracia e justiça social e também pela contribuição de Lula à erradicação da pobreza e de proteção dos direitos das minorias". Quem ganha este prêmio tem 30% de chance de ser contemplado com o Prêmio Nobel. Para Ali Kamel, diretor de Jornalismo da Rede Globo, este fato não tem critério de noticiabilidade; o mesmo deve pensar Dora Kramer, Miriam Leitão e Cia. O Partido da Imprensa Golpista prefere se calar a se render aos fatos. Que midiazinha emporcalhada!

Argumento de gorila